Envelhecer é inevitável. Mas a forma como atravessamos esse processo não está escrita apenas nos genes.
Uma reportagem do G1/Bem Estar trouxe uma ideia importante para quem deseja viver mais e melhor: cerca de 30% do envelhecimento estaria relacionado à genética, enquanto os outros 70% dependem de hábitos de vida, como alimentação, atividade física, exposição ao sol, tabagismo, álcool e estresse.
Esse dado não deve ser lido como uma conta exata ou uma promessa de controle total sobre o corpo. Ele deve ser entendido como um lembrete poderoso: existe muita coisa no envelhecer que pode ser cuidada, ajustada e acompanhada.
A genética importa, mas não decide tudo
É claro que a genética tem peso. Algumas pessoas têm mais predisposição a determinadas doenças, maior facilidade para manter massa muscular, melhor resposta metabólica ou menor risco cardiovascular.
Mas isso não significa que o destino esteja pronto.
O envelhecimento também é influenciado por escolhas repetidas ao longo dos anos. O jeito como nos movimentamos, dormimos, comemos, lidamos com o estresse e fazemos acompanhamento médico modifica o terreno onde essa genética vai se expressar.
Em outras palavras: não escolhemos os genes que recebemos, mas podemos cuidar do ambiente em que eles atuam.
O que entra nesses 70%?
Quando falamos em hábitos de vida, não estamos falando apenas de “dieta e exercício”. Estamos falando de um conjunto de fatores que, juntos, constroem a nossa reserva de saúde.
Entre eles estão:
- prática regular de atividade física;
- alimentação com mais qualidade;
- sono suficiente e reparador;
- controle do estresse;
- abandono do tabagismo;
- moderação no consumo de álcool;
- proteção solar;
- vínculos sociais;
- acompanhamento médico preventivo.
A reportagem também chama atenção para algo muito concreto: a forma como a pessoa caminha pode dizer muito sobre vitalidade. A velocidade da marcha é citada como um dos sinais importantes para avaliar a condição futura da pessoa idosa, junto com pulso, frequência respiratória, temperatura e pressão arterial.
Isso mostra que é manter função, mobilidade e autonomia.
Movimento: o hábito que conversa com quase tudo
Quando falamos de longevidade ativa, a atividade física merece um lugar central.
Movimento regular ajuda a preservar força, equilíbrio, massa muscular, saúde cardiovascular, glicemia, sono, humor e cognição. Nas diretrizes da OMS, pessoas idosas devem praticar atividade física regularmente, incluindo atividade aeróbica, fortalecimento muscular e exercícios de equilíbrio, especialmente quando há risco de quedas.
Mas aqui existe um ponto importante: não precisa começar com grandes metas.
Para muita gente, longevidade ativa começa com pequenas decisões:
- caminhar alguns minutos por dia;
- levantar mais vezes da cadeira;
- fazer exercícios de força com orientação;
- melhorar equilíbrio e mobilidade;
- manter uma rotina possível, não perfeita.
O corpo responde ao que é repetido. E, no envelhecimento, constância vale mais do que intensidade sem continuidade.
Alimentação também é autonomia
A alimentação não impacta apenas peso ou exames. Ela impacta disposição, memória, massa muscular e capacidade de recuperação.
Com o passar dos anos, o corpo precisa de mais atenção para manter músculos, ossos, imunidade e energia. Por isso, uma alimentação pobre em nutrientes pode favorecer cansaço, perda de força, piora da disposição e maior vulnerabilidade.
Na prática, algumas escolhas fazem diferença:
- priorizar boas fontes de proteína;
- manter hidratação ao longo do dia;
- incluir frutas, verduras e alimentos naturais;
- evitar longos períodos sem comer, quando isso prejudica energia e controle metabólico;
- ajustar a alimentação conforme doenças, medicações e rotina.
Trata-se de alimentar o corpo para que ele continue sustentando a vida que a pessoa quer viver.
Acompanhamento médico ajuda a transformar hábito em plano
Um erro comum é tentar mudar tudo sozinho, sem orientação. Isso pode gerar frustração, metas irreais e desistência.
O acompanhamento médico ajuda a entender o ponto de partida de cada pessoa: riscos, doenças crônicas, medicações, sono, dor, memória, força, alimentação e histórico familiar.
A partir disso, o cuidado fica mais seguro e individualizado.
Para algumas pessoas, o primeiro passo será atividade física. Para outras, será revisar remédios, melhorar sono, investigar cansaço, ajustar alimentação ou avaliar memória.
O importante é que o cuidado tenha direção.
Como você quer viver os próximos anos?
A genética pode influenciar parte do caminho. Mas os hábitos, o acompanhamento e as escolhas do dia a dia ajudam a construir a forma como esse caminho será vivido.
Envelhecer com autonomia, presença e qualidade de vida não acontece de uma vez. Acontece no cotidiano, com pequenas decisões repetidas.
Se você quer começar esse processo com mais clareza e segurança, agende uma consulta com a Dra. Letícia Mayer e construa um plano de cuidado alinhado à sua história, seus objetivos e sua fase de vida.








