Muitas vezes, a desidratação não vem acompanhada de sede… Ela se manifesta de forma sutil, com sintomas como cansaço, tontura, confusão ou até quedas. Para as pessoas idosas, esse é um problema mais comum do que se imagina, e muitas vezes os familiares não sabem identificar que a causa está na falta de ingestão de líquidos.
O que muda com a idade e por que isso importa no verão
À medida que envelhecemos, o corpo vai perdendo a capacidade de manter as reservas de água. Em termos simples, os idosos têm menos “reserva” para lidar com a perda de líquidos, o que faz com que o risco de desidratação seja maior. Isso ocorre por alguns motivos:
- Sede menos intensa – com o passar dos anos, a sensação de sede fica mais suave, o que pode fazer com que a pessoa não perceba que precisa de água.
- Rins menos eficientes – os rins dos idosos têm mais dificuldade em regular a água e os sais no corpo, o que aumenta o risco de desequilíbrios quando a ingestão de líquidos é insuficiente ou o corpo perde água, por exemplo, através do suor ou de febre.
- Uso de medicamentos – alguns remédios, como os diuréticos, podem facilitar a perda de líquidos. Além disso, condições como demência podem dificultar a percepção da sede ou a solicitação de água.
Como a desidratação se manifesta no idoso e por que é mais perigosa no verão?
Quando o idoso está desidratado, os sinais podem ser mais sutis. Os sintomas mais comuns incluem:
- Sonolência, lentidão e irritabilidade
- Confusão ou desorientação repentina
- Tontura ao levantar ou fraqueza
- Quedas inesperadas
- Dor de cabeça, boca seca e constipação
- Urina escura e de baixo volume
O calor do verão intensifica a perda de líquidos por meio do suor, o que pode agravar ainda mais a desidratação em idosos, que já têm menos reservas de água. E isso não é apenas um medo: a OMS alerta que o risco de desidratação aumenta com o calor, especialmente entre pessoas com mais de 65 anos.
Como prevenir a desidratação de forma simples?
Prevenir a desidratação é algo que deve ser feito com pequenos ajustes constantes:
- Beber pequenas quantidades ao longo do dia, ao invés de tentar consumir muita água de uma vez.
- Criar hábitos diários: um copo de água ao acordar, outro após o banho, outro durante a medicação, outro no meio da tarde.
- Tornar a água acessível: mantenha uma garrafinha ou copo visível e ao alcance. Use canudo ou aromatize a água com frutas se for mais agradável.
- Alimentos que hidratam: frutas, saladas, sopas, iogurte e gelatina são ótimas opções para complementar a hidratação, além da água.
- Cuidado em situações especiais: calor intenso, febre, diarreia, vômitos, uso de diuréticos ou infecção urinária exigem ainda mais atenção.
Hidratar-se não é só evitar o mal-estar… É garantir que o corpo tenha energia suficiente para caminhar, manter o equilíbrio, a clareza mental e reduzir o risco de quedas.





